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30-05-2018 Artigo: Como você está alimentando seu filho?

Alguns anos atrás, a preocupação que se observava na maioria dos pais era a de estimular o apetite dos filhos. As refeições eram feitas em casa com alimentos e não produtos alimentícios, os apelos comerciais para estimular a compra de guloseimas, salgadinhos e refrigerantes eram menores e ficar o dia todo em frente à televisão era algo incomum para a maioria das crianças. Ao contrário, elas passavam horas brincando, andando de bicicleta, pulando corda, correndo.

Com o passar dos anos muita coisa mudou, mudança observada nos hábitos alimentares e comportamentais. Hoje, criança gordinha não é mais modelo de criança saudável e, mais do que lutar contra a falta de apetite, a preocupação dos pais agora é evitar a obesidade infantil.

À medida que a criança cresce, os pais devem tomar cuidado com “armadilhas alimentares”. Os pais ou familiares às vezes acreditam que a criança não tem controle sobre a saciedade e acabam insistindo para que a criança não deixe nada no prato. Pouco tempo depois, pensando que a criança não comeu direito, oferecem uma vitamina de frutas com açúcar, uma bolachinha, um salgadinho ou outra opção industrializada, o que não deveria ocorrer.

A necessidade da criança em agradar os pais pode até, em alguns casos, desencadear um processo de compulsão alimentar precoce. Vemos pais utilizando guloseimas como recompensa, - “se não comer a salada, não vai comer o doce” - fazendo do passeio na lanchonete ou sorveteria “o centro das atenções” para o fim de semana ou, ainda, usam alimentos não saudáveis para estimular um bom desempenho na escola. A culpa pela obesidade infantil não é só dos pais, mas quando os adultos da casa têm uma boa relação com os alimentos, as chances de a criança desenvolver o mesmo comportamento são maiores e o contrário também pode ser notado.

O tratamento da criança com sobrepeso ou obesa começa pela modificação dos hábitos alimentares da família. Os pais, os irmãos, todos devem ter uma alimentação semelhante, em horários determinados, sem restrições muito rígidas. Não adianta proibir totalmente doces, lanches e batatas fritas. A criança precisa entender que só deve comer “porcarias” de vez em quando, simplesmente porque elas não fazem bem à saúde. E não esquecendo que também é fundamental incentivar a prática de brincadeiras ao ar livre e de exercícios.


Fernanda Pastore Mostachio
Nutricionista da Secretaria de Saúde