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08-03-2018 Incontinência Urinária tem tratamento


A incontinência urinária é a perda involuntária da urina. Atinge em sua maioria mulheres, porém pode ocorrer também em homens (13% dos casos) numa faixa etária de pessoas entre 20 e 80 anos.

De forma geral, a incontinência urinária ocorre pela fraqueza da musculatura do assoalho pélvico (MAP - grupo de músculos que fica na parte inferir do quadril e que sustenta todos os órgãos internos do abdômen). Nas mulheres, a incontinência ocorre principalmente após o parto (independente do tipo de parto) e após os 50 anos, com o início da menopausa. Em alguns casos pode ocorrer em mulheres mais jovens, mesmo não tendo passado pela gravidez e parto.

Em homens, a causa principal está ligada à consequência de uma doença, (AVC, cirurgia da próstata entre outras), seguido da idade avançada.

A incontinência pode ocorrer de três formas:

• Incontinência urinária por esforço: quando a perda de urina ocorre durante esforço físico qualquer, como levantar peso, rir, tossir, espirrar, ou durante a atividade física.

• Incontinência de Urgência: ocorre quando não conseguimos segurar a vontade de urinar quando ela aparece.

• Incontinência Urinária mista: quando o escape de urina ocorre por esforço físico associado à incontinência de urgência.

O tratamento varia de acordo com o quadro clínico do paciente. Geralmente, quando diagnosticada no início, os exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico (exercícios de Kegel) apresentam bons resultados.

Em casos onde a fraqueza muscular está mais avançada, são indicadas técnicas de eletroestimulação, biofeedback e o uso de cones vaginais (clínicas especializadas em reabilitação uroginecológica). O tratamento medicamentoso associado pode auxiliar no melhor resultado final.

O tratamento cirúrgico é indicado quando há ruptura de estruturas como ligamentos e fáscias do assoalho pélvico.

São diversos os fatores que levam ao enfraquecimento do MAP, porém, pode-se trabalhar de forma preventiva, praticando os exercícios do assoalho pélvico regularmente, evitando sobrecarga e consequente lesão das fáscias e ligamentos que os sustentam.
Se a incontinência for tratada corretamente, a qualidade de vida terá grande melhora.

Ana Paula Moratelli
Fisioterapeuta