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21 de Agosto de 2017 - Hora Local 07:17h

Secretaria do Trabalho e Assistência Social

18-05-2017 18 de Maio: Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes


Abaixo, relatamos alguns indicadores da presença de violência contra crianças e adolescentes. No entanto, existem vários outros aspectos que indicam a existência de violência. O importante é que o adulto fique sempre atento ao comportamento das crianças e adolescentes. Qualquer mudança repentina, seja relacionada a aspectos físicos ou comportamentais sem justificativa imediata, deve ser levada em consideração.

Indicadores físicos e comportamentais da violência física:
Presença de lesões físicas, que não se ajustam a causa alegada; Hematomas e queimaduras em diferentes estágios de cicatrização; Comportamento agressivo com colegas; Desconfia de contato com adultos; Fugas do lar.

Indicadores físicos e comportamentais da violência psicológica:
Problemas de saúde sem causa orgânica: distúrbio de fala, disfunções físicas em geral; Isolamento social; Baixo conceito de si próprio; Regressão e comportamentos infantis; Submissão e apatia.

Indicadores físicos e comportamentais da violência sexual:
Mudanças externas, súbitas e inexplicadas no comportamento, como oscilações no humor entre retraída e extrovertida; Regressão a comportamentos infantis como: choro excessivo sem causa aparente, enurese, chupar dedo; Tristeza, abatimento profundo ou depressão crônica; Comportamento autodestrutivo ou suicida; Vergonha excessiva, inclusive de mudar de roupa na frente de outras pessoas; Desenvolvimento de brincadeiras sexuais, persistente com amigos, animais e brinquedos.

Indicadores físicos e comportamentais da negligência/abandono:
Padrão de crescimento deficiente; Vestimenta inadequada ao clima; Necessidades não atendidas, como: higiene, alimentação, educação (evasão escolar), saúde (vacinas atrasadas) etc.; É responsável pelos serviços domésticos, cuidando com irmãos menores etc.; Falta de concentração.


O QUE FAZER QUANDO A CRIANÇA RELATA UMA SITUAÇÃO DE ABUSO OU MAUS TRATOS?

É muito importante explicar à criança como você pretende ajudá-la, de forma que ela não seja surpreendida com ações dos órgãos competentes, não se sinta traída em sua confiança e permitindo que ela participe das decisões quanto aos próximos passos, com clareza das implicações de cada um deles, sempre que as faixas etárias e as condições psicológicas assim permitirem.

Procure não perguntar diretamente os detalhes da violência sofrida, nem fazer a criança repetir sua história verias vezes, pois o momento em que se fala sobre o assunto, revive sentimentos de dor, raiva, culpa e medo.

Jamais desconsidere os sentimentos da criança ou adolescente com frases do tipo “isso não foi nada”, “não precisa chorar”.

Proteja a criança ou adolescente e afirme que ela não tem culpa pelo o que ocorreu. É comum a criança sentir-se responsável por tudo o que está acontecendo. Seu relato deve ser levado a sério, já que é raro uma criança mentir sobre essas questões.


COMO DENUNCIAR?

O Disque 100 funciona diariamente de 8h às 22h, inclusive aos finais de semana e feriados. As denúncias são anônimas e podem ser feitas de todo o Brasil por meio de discagem direta e gratuita para o número 100.

As denúncias também podem ser feitas pelo Disque 190, da Polícia Militar.

O Conselho Tutelar de Maripá também recebe denúncias anônimas pelo número (44) 99964-9029.