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21 de Agosto de 2017 - Hora Local 07:14h

Secretaria do Trabalho e Assistência Social

19-05-2017 Ações intersetoriais marcaram a campanha de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes


Desde o início de maio, o Município de Maripá realizou uma série de ações alusivas ao Dia 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. As ações foram realizadas de forma integrada pela Rede de Proteção Intersetorial que envolve as áreas de Assistência Social, Educação e Saúde, em parceria com o Conselho Tutelar e com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA).

As mobilizações são voltadas para a prevenção e conscientização da sociedade sobre a exploração sexual de crianças e adolescentes e o enfrentamento a todos os tipos de violência, incentivando as denúncias.

Os alunos do 1º ao 7º ano do Ensino Fundamental trabalharam a cartilha intitulada Quantas Crianças Correndo Perigo Você Consegue Encontrar Aqui? O material faz parte da Campanha Viva a Infância II, do Governo do Estado. Ela busca estimular as crianças a reconhecerem, nos desenhos apresentados, as diversas formas de violência a que podem estar expostas e a denunciá-las, contando com a ajuda de um adulto. Para os estudantes dos 4º e 5º anos, a proposta foi a confecção de cartazes sobre o tema.

Também foi realizada a entrega de material gráfico informativo para todos os alunos da rede municipal e estadual de ensino. O panfleto contém indicadores que ajudam a identificar a presença de violência contra crianças e adolescentes, além de orientações sobre as medidas a serem tomadas nestes casos e os meios onde podem ser feitas denúncias.

As psicólogas da Secretaria de Saúde também realizaram uma intervenção com alunos do Colégio Estadual Pio XII e do Colégio Estadual Castro Alves. Na forma de uma roda de conversa, os estudantes esclareceram dúvidas sobre o jogo Baleia Azul. A violência também foi um dos temas abordados através da cartilha “Viver: Isso a gente Curte – Não a Violência”, elaborada pela Secretaria Estadual da Família e Desenvolvimento Social. Outros assuntos como pensamento crítico, autocuidado e autoestima também foram discutidos.
A Assistência Social abordou o tema em palestras durante as reuniões do PAIF (Programa de Atenção Integral a Família), e também durante os encontros com as famílias do Programa Bolsa Família. Os alunos participantes do Programa Educativo, composto por adolescentes dos 8º e 9º anos do município, receberam informações sobre o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Foi realizada ainda a divulgação da campanha através de faixas e cartazes.

18 DE MAIO - A data foi escolhida como dia de mobilização contra a violência sexual porque em 18 de maio de 1973, na cidade de Vitória (ES), um crime bárbaro chocou todo o país e ficou conhecido como o “Caso Araceli”. Esse era o nome de uma menina de apenas oito anos de idade, que teve todos os seus direitos humanos violados, foi raptada, estuprada e morta por jovens de classe média alta daquela cidade. A proposta do “18 de maio” é destacar a data para mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar da luta em defesa dos direitos sexuais de crianças e adolescentes. É preciso garantir a toda criança e adolescente o direito ao desenvolvimento de sua sexualidade de forma segura e protegida, livres do abuso e da exploração sexual.

FAÇA BONITO - Com o slogan Faça Bonito - Proteja nossas crianças e adolescentes, a ação convoca a sociedade para assumir a responsabilidade de prevenir e enfrentar o problema da violência sexual praticada contra crianças e adolescentes no Brasil. Desde 2009 utiliza como símbolo uma flor, como uma lembrança dos desenhos da primeira infância, além de associar a fragilidade de uma flor com a de uma criança. O desenho também tem como objetivo proporcionar maior proximidade e identificação junto à sociedade, proximidade e identificação com a causa.

DENÚNCIAS - Para denunciar qualquer situação ou suspeita de violência ou violação de direitos contra crianças e adolescentes, basta ligar para Disque-Denúncia: 100 ou 181 (serviço do Governo do Estado). A ligação é gratuita e pode ser feita de qualquer município do Paraná. O atendimento funciona 24 horas, todos os dias da semana, com garantia de sigilo das informações e de quem faz a denúncia.
Denúncias também podem ser feitas ao Conselho Tutelar municipal pelos telefones (44)3687-1449 ou (44) 99964- 9029 (plantão).